- Para esta luta eu busquei melhorar muito o Anderson na questão da velocidade, deixar o Anderson mais explosivo e mais rápido. O nosso camp foi feito praticamente todo aqui nos EUA, na academia dele, a Muay Thai College, e foi uma coisa privada para a gente treinar. Tem um espaço físico e equipamentos muito bons. Tive a liberdade de desenvolver um trabalho muito específico com o Anderson, justamente pela calma de estar aqui e cuidando só dele, pois não tinha mais nenhum atleta envolvido. E eu também não estava dentro da minha academia (XGym), então fiquei focado no trabalho com o Anderson. Isso nos ajudou muito. Consegui com que o Anderson viesse para esta luta mais explosivo e mais potente. É impressionante. Estou muito satisfeito com o trabalho
Anderson Silva já está com 38 anos, mas tem um físico que inveja muito lutador. Para Rogério, a vida regrada muda tudo
- Ele é diferenciado porque se cuida. Qualquer atleta que se cuida muito, como o Anderson, se torna um atleta diferenciado a partir do momento em que chega numa idade avançada para a luta. O Anderson é um cara muito experimentado. Já lutou várias vezes cinco rounds. Isso é muito importante para o lutador, saber até onde ele vai e qual a capacidade que tem. Ele também é um cara experimentado no sentido da adversidade, por exemplo como mostrou contra o Chael Sonnen, quando virou a luta depois de passar por uma grande dificuldade. Hoje ele é um cara completo. Essa derrota fez com que o Anderson se tornasse um cara completo em todos os sentidos da luta. Acredito que isso fez com que ele se preparasse tão bem para esta luta. Ele está renovado. Como ele falou, se reinventou de cabeça erguida.
- Ele está motivado. Não vejo ele mordido. Vejo ele buscando o que era dele, consciente do que aconteceu na outra luta. Ele vem para lutar sério, decidido a ganhar. O mais importante para ele acima de tudo é a vitória. Durante esse período todo ele buscou a essência, os princípios do Anderson lutador. E ele está entrando como o Anderson lutador desta vez. Ele não é mais o campeão, e isso tirou um peso das costas dele e trouxe o Anderson para a realidade dele. Buscou a motivação de ser um lutador, de ir lá, de buscar e vencer. Não é o cinturão em jogo, é mostrar todo o potencial dele nas artes marciais. Isso é fundamental. Ele está bem tranquilo e muito focado.
O treinador também falou sobre o futuro de anderson
- Pela minha proximidade com ele, acho que a vontade dele para depois desta luta é enfrentar o Roy Jones. É um direito que ele tem fazer essa luta, independentemente de ganhar ou perder. Na minha opinião seria muito legal realizar esse sonho. Ele já fez muito. Já provou tudo o que tinha que provar e vai provar mais uma vez. Ele tem que escolher o futuro dele, se vai parar, se vai enfrentar Roy Jones, ou o Vitor Belfort. No momento ele não está pensando nisso. A cabeça dele está focada no Weidman. Depois ele vai falar que só quer descansar.

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